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Segurança online

Autenticação de dois fatores explicada: qual método de 2FA é o mais seguro?

Publicado em 16 min de leitura
Uma chave de segurança física presa a um chaveiro, apoiada no teclado de um notebook, foto macro com luz lateral dramática

Em resumo

A autenticação de dois fatores (2FA) pede uma segunda prova de identidade depois da senha [4]. Qualquer 2FA é muito melhor que nenhum: um estudo da Microsoft constatou que ela reduziu o risco de comprometimento de contas em 99,22% [8]. Os métodos mais seguros são as chaves de segurança FIDO e as passkeys, que resistem ao phishing [1][2]. Os códigos por SMS são a opção mais fraca [1].

Principais pontos

  1. O 2FA, também chamado de verificação em duas etapas (2SV) ou autenticação multifator (MFA), acrescenta uma segunda verificação que só você consegue concluir [4].
  2. Um estudo da Microsoft Research constatou que o MFA reduziu o risco de comprometimento em 99,22% no total e em 98,56% nas contas com credenciais vazadas [8].
  3. A CISA classifica o MFA do mais forte ao mais fraco: FIDO/WebAuthn e PKI; depois códigos de app ou push com correspondência de números; depois push sem correspondência de números; e, por fim, SMS ou voz [1].
  4. Só os métodos baseados em FIDO, como chaves de segurança e passkeys, resistem ao phishing; códigos de apps autenticadores ainda podem ser roubados por phishing [2].
  5. Códigos por SMS podem ser roubados por troca de SIM ou por falhas da rede SS7 [1]; o FBI recebeu 1.611 denúncias de troca de SIM, com mais de US$ 68 milhões em prejuízos, em 2021 [6].
  6. Guarde códigos de backup e configure um segundo método, para que perder o celular não deixe você sem acesso [4].
Nesta página 12 seções
  1. O que é autenticação de dois fatores?
  2. Qual método de 2FA é o mais seguro?
  3. Como os principais métodos de 2FA se comparam?
  4. Por que os códigos por SMS são considerados fracos?
  5. Como funcionam os apps autenticadores e as notificações push?
  6. Onde entram as chaves de segurança e as passkeys?
  7. Como configurar o 2FA com segurança?
  8. O que está mudando no 2FA?
  9. Erros comuns
  10. Perguntas frequentes
  11. Glossário
  12. Fontes

O que é autenticação de dois fatores?

A autenticação de dois fatores (2FA) é uma segunda verificação, depois da senha, que comprova que é mesmo você quem está entrando [4]. O National Cyber Security Centre (NCSC) do Reino Unido observa que ela também é chamada de verificação em duas etapas (2SV) ou autenticação multifator (MFA) [4]. A segunda etapa usa algo a que só você tem acesso, como seu celular ou uma chave de segurança [4].

O MFA combina dois ou mais tipos diferentes de fator: algo que você sabe (uma senha ou PIN), algo que você tem (um celular ou uma chave) ou algo que você é (uma digital ou o rosto) [1]. Se um criminoso roubar sua senha, ainda assim não conseguirá entrar sem o segundo fator [1].

O 2FA funciona de verdade?

Sim. Um estudo de 2023 da Microsoft Research com contas do Azure Active Directory que apresentavam atividade suspeita constatou que o MFA reduziu o risco de comprometimento em 99,22% no conjunto da população. Nas contas cujas credenciais já haviam vazado, a redução foi de 98,56% [8]. Mais de 99,99% das contas com MFA ativado permaneceram seguras durante o período do estudo [8]. O NCSC diz que qualquer 2SV é melhor que nenhum, até mensagens de texto [4].

A escala dos ataques a senhas explica o motivo. A Microsoft informou ter registrado cerca de 7.000 ataques a senhas por segundo em 2024, mais que o dobro da taxa de 2023 [11].

Qual método de 2FA é o mais seguro?

Nem todo 2FA tem a mesma força. A CISA, agência de cibersegurança dos EUA, classifica os métodos do mais forte ao mais fraco, conforme resistem a ataques comuns [1]:

  1. MFA resistente a phishing: FIDO/WebAuthn (chaves de segurança e passkeys) e cartões inteligentes baseados em PKI. A CISA considera isso o padrão-ouro [1].
  2. Códigos de app ou push com correspondência de números: códigos únicos de um app autenticador ou token físico, ou notificações push em que você digita um número exibido na tela de login [1].
  3. Push sem correspondência de números: uma simples pergunta “Aprovar?”, vulnerável ao bombardeio de notificações [1].
  4. Códigos por SMS ou voz: a CISA diz que devem ser usados apenas como último recurso [1].

A CISA afirma que o FIDO/WebAuthn é a única autenticação resistente a phishing amplamente disponível [1]. Suas orientações móveis de 2025 repetem o ponto: códigos de autenticador são melhores que SMS, mas ainda vulneráveis a phishing, e só a autenticação FIDO resiste ao phishing [2]. O NCSC chegou à mesma conclusão em abril de 2026. Avaliou todos os métodos tradicionais de MFA, incluindo códigos por SMS, códigos por e-mail, códigos de app e aprovações por push, como intrinsecamente vulneráveis ao phishing [5].

O que torna um método resistente a phishing?

O NIST define a resistência a phishing como a capacidade do protocolo de login de impedir que segredos sejam revelados a um site impostor sem depender da atenção do usuário [3]. Nenhum método em que você lê um código e o digita pode se qualificar, porque você poderia digitá-lo em um site falso [3]. Os métodos FIDO ficam vinculados ao site verdadeiro, então um site parecido não consegue usá-los [5].

Como os principais métodos de 2FA se comparam?

A tabela abaixo resume a proteção de cada método contra os principais ataques, com base na classificação da CISA e nas diretrizes do NIST. A CISA agrupa os ataques em quatro tipos [1]:

  • Phishing: uma página de login falsa coleta sua senha e seu código único [1].
  • Bombardeio de push: um atacante inunda você com pedidos de aprovação até que você aceite um [1].
  • Exploração do SS7: falhas no sistema de sinalização da rede telefônica permitem que atacantes obtenham códigos enviados por SMS ou chamada de voz [1].
  • Troca de SIM: criminosos convencem uma operadora de celular a transferir seu número para o chip deles [1].

Por que os códigos por SMS são considerados fracos?

Os códigos por mensagem de texto são a forma mais comum de 2FA, e o NCSC observa que são o padrão na maioria dos serviços [4]. Também são os mais fáceis de roubar.

  • As mensagens não são criptografadas. A CISA observa que qualquer pessoa com acesso à rede de uma operadora que intercepte mensagens SMS pode lê-las [2].
  • Números podem ser sequestrados. Na troca de SIM, criminosos se passam pela vítima, subornam um funcionário da operadora ou invadem os sistemas da operadora para transferir o número para o chip deles [6]. Assim passam a receber as mensagens da vítima, incluindo códigos de 2FA e mensagens de redefinição de senha [6].
  • Podem ser roubados por phishing. Como qualquer código digitado, um código por SMS pode ser inserido em um site falso [3].

Os prejuízos são reais. O Internet Crime Complaint Center do FBI recebeu 320 denúncias de troca de SIM entre janeiro de 2018 e dezembro de 2020, com prejuízos ajustados de cerca de US$ 12 milhões. Só em 2021, recebeu 1.611 denúncias, com mais de US$ 68 milhões em prejuízos [6].

As diretrizes de 2025 do NIST classificam os códigos por SMS e voz como autenticador restrito. Os serviços que os usam precisam oferecer pelo menos uma alternativa não restrita e devem verificar sinais de risco, como uma troca recente de chip ou portabilidade de número [3]. O NIST também diz que o e-mail não deve ser usado para autenticação fora de banda [3]. O NCSC é mais flexível para pessoas físicas: lista o e-mail como possível segunda etapa, desde que seja uma conta diferente da usada para redefinir sua senha [4].

Ainda devo usar SMS se for a única opção?

Sim. O NCSC diz que as mensagens de texto não são o tipo mais seguro de 2SV, mas ainda representam uma grande melhoria em relação a usar só a senha [4]. A CISA considera o SMS um último recurso, mas que pode servir como medida temporária [1].

Um celular sobre a mesa com uma notificação de mensagem de texto desfocada e a bandeja do chip ejetada ao lado

Como funcionam os apps autenticadores e as notificações push?

A maioria dos apps autenticadores gera senhas únicas baseadas em tempo (TOTP), definidas no padrão da internet RFC 6238 [7]. Quando você configura o app, ele e o serviço compartilham uma chave secreta. O app então combina essa chave com a hora atual para gerar um código curto que muda a cada intervalo de tempo, 30 segundos por padrão [7]. Como o código é calculado no próprio celular, os apps autenticadores não precisam de sinal de celular [4]. Isso os torna úteis onde a cobertura móvel ou a entrega de SMS não é confiável.

Os apps autenticadores resistem à troca de SIM e a ataques ao SS7 [1], e o estudo da Microsoft constatou que apps dedicados, como o Microsoft Authenticator, tiveram desempenho melhor que o SMS [8]. Seu ponto fraco é o phishing: um site falso pode pedir o código e repassá-lo na hora [1][2].

O que é correspondência de números?

O 2FA por push envia um pedido de aprovação ao seu celular. Sem correspondência de números, você só toca em Aceitar, o que torna possível o bombardeio de push. Com correspondência de números, você precisa digitar no app um número exibido na tela de login, o que acrescenta uma barreira contra aprovações às cegas [1]. A CISA recomenda a correspondência de números para organizações que ainda não conseguem usar MFA resistente a phishing [1].

Mãos segurando um celular com uma tela abstrata e desfocada de código, ao lado de um notebook com uma página de login desfocada

Onde entram as chaves de segurança e as passkeys?

As chaves de segurança e as passkeys usam padrões FIDO e criptografia de chave pública [10]. Uma chave de segurança é um pequeno dispositivo físico que se conecta por USB ou NFC. Uma passkey pode ficar no seu celular ou computador, desbloqueada pela digital, pelo rosto ou por um PIN [10].

Para pessoas com alto risco de ataques direcionados, a CISA diz que as chaves de segurança FIDO físicas são a opção mais eficaz quando viáveis, e as passkeys FIDO são uma alternativa aceitável [2]. O NCSC diz que as passkeys são tão seguras quanto o MFA tradicional, ou mais, contra todos os ataques comuns a credenciais observados na prática [5]. Ele as recomenda como primeira opção sempre que os serviços as oferecem [12].

Uma passkey também pode tornar desnecessária uma segunda etapa separada. Em uma Conta do Google, o login com passkey dispensa a etapa de Verificação em 2 etapas [9]. O NCSC diz que, quando o dispositivo verifica o usuário, uma credencial FIDO2 já é multifator por si só [5].

Como configurar o 2FA com segurança?

  1. Comece pelo e-mail. O NCSC recomenda ativar o 2SV nas contas importantes, sobretudo no e-mail, porque o acesso à sua caixa de entrada pode permitir que criminosos redefinam suas outras senhas [4].
  2. Escolha o método mais forte oferecido. Prefira uma passkey ou chave de segurança, depois um app autenticador, e use SMS apenas quando não houver mais nada [1][2].
  3. Remova a alternativa mais fraca. A CISA observa que registrar um app autenticador não remove automaticamente o SMS da conta, o que deixa uma alternativa fraca. Desative o SMS quando um método mais forte estiver funcionando [2].
  4. Guarde códigos de backup. Armazene os códigos de backup de uso único em lugar seguro e gere novos depois de usá-los [4].
  5. Adicione um segundo método. O NCSC recomenda uma opção de reserva para o caso de sua segunda etapa principal ficar indisponível [4].
  6. Proteja seu número de telefone. A CISA sugere cadastrar um PIN junto à sua operadora de celular [2]. O FBI recomenda nunca informar seu PIN ou senha a quem ligar sem ter sido solicitado [6].
  7. Nunca aprove um pedido que você não iniciou. Pedidos de push inesperados podem ser uma tentativa de bombardeio de push [1].

Fique atento aos sinais de alerta. O FBI diz que uma perda repentina de sinal ou de serviço de SMS pode indicar uma troca de SIM. Se isso acontecer, entre em contato com sua operadora imediatamente e troque as senhas das suas contas [6].

Vista por cima do ombro de uma pessoa à mesa da cozinha escrevendo anotações ilegíveis em um caderno de papel, ao lado de um notebook e um celular

O que está mudando no 2FA?

As orientações oficiais estão se afastando dos códigos e indo em direção a métodos resistentes a phishing. As diretrizes de 2025 do NIST exigem que serviços no nível de garantia AAL2 ofereçam pelo menos uma opção resistente a phishing [3]. O NIST também observa que pode ajustar o status restrito dos códigos pela rede telefônica à medida que as ameaças mudarem [3]. Em abril de 2026, o NCSC disse que recomendaria passkeys sempre que um serviço as suportasse, e 2SV quando não suportasse [5].

Para a maioria das pessoas, o caminho prático em 3 de novembro de 2026 tem três passos. Ative o 2FA em todos os lugares em que ele for oferecido. Substitua o SMS por um app autenticador sempre que puder. Depois, migre suas contas mais importantes para passkeys ou uma chave de segurança. Cada passo fecha uma classe de ataque que o método mais fraco deixa aberta [1][5].

Métodos de 2FA comparados diante de ataques comuns (com base na classificação da CISA, de outubro de 2022, e no NIST SP 800-63B-4, de 2025)
MétodoPhishingBombardeio de pushTroca de SIM / SS7Posição oficial
Chave de segurança FIDO ou passkeyResistente [1]Não se aplica [1]Não se aplica [1]Padrão-ouro [1]
Código de app autenticador (TOTP)Vulnerável [1]Não se aplicaNão se aplica [1]Melhor que SMS, ainda vulnerável a phishing [2]
Push com correspondência de númerosVulnerável [1]Resistente [1]Não se aplica [1]Opção provisória aceitável [1]
Push sem correspondência de númerosSujeito a erro do usuário [1]Vulnerável [1]Não se aplica [1]Opção de app mais fraca [1]
Código por SMS ou vozVulnerável [1]Não se aplicaVulnerável [1]Último recurso [1]; restrito pelo NIST [3]
Código por e-mailVulnerável [3]Não se aplicaNão se aplicaNão permitido para uso fora de banda segundo o NIST [3]

Erros comuns

  • Manter o SMS ativado depois de adicionar um app autenticador

    Como fazer certo: A CISA observa que registrar um app não remove o SMS, o que deixa uma alternativa fraca. Desative o SMS quando o método mais forte estiver funcionando [2].

  • Não guardar os códigos de backup

    Como fazer certo: Armazene os códigos de backup de uso único em lugar seguro e configure um segundo método, como recomenda o NCSC [4].

  • Aprovar um pedido de login que você não iniciou

    Como fazer certo: Pedidos inesperados repetidos são sinal de bombardeio de push [1]. Recuse-os e troque sua senha.

  • Digitar um código de 2FA em uma página aberta a partir de um link

    Como fazer certo: Códigos de apps e de SMS podem ser repassados por sites falsos [1]. Acesse o site diretamente ou use uma passkey, que não pode ser roubada por phishing [5].

  • Usar perguntas de segurança como segundo fator

    Como fazer certo: O NCSC diz que informações memoráveis e perguntas de segurança não oferecem a mesma proteção que o 2SV [4].

Perguntas frequentes

Vale a pena usar autenticação de dois fatores?

Sim. Pesquisadores da Microsoft constataram que o MFA reduziu o risco de comprometimento de contas em 99,22% [8], e o NCSC diz que qualquer 2SV, até por SMS, é melhor que nenhum [4].

Qual é o tipo de 2FA mais seguro?

Os métodos baseados em FIDO, ou seja, chaves de segurança físicas e passkeys. A CISA chama o MFA resistente a phishing de padrão-ouro [1] e considera as chaves físicas as mais eficazes para usuários de alto risco [2].

A autenticação de dois fatores por SMS é segura?

É melhor que nenhum 2FA [4], mas é a opção comum mais fraca. O SMS pode ser interceptado ou desviado por trocas de SIM e ataques ao SS7 [1], por isso a CISA o considera um último recurso [1].

Os apps autenticadores são melhores que o SMS?

Sim. Eles resistem à troca de SIM e a ataques ao SS7 [1] e tiveram desempenho melhor que o SMS no estudo da Microsoft [8]. Funcionam sem sinal de celular [4], mas seus códigos ainda podem ser roubados por phishing [2].

O que acontece se eu perder o celular com meu app autenticador?

Use os códigos de backup que você guardou ou um segundo método configurado com antecedência [4]. Sem eles, você precisará do processo de recuperação de conta do serviço.

As passkeys substituem a autenticação de dois fatores?

Muitas vezes, sim. Entrar em uma Conta do Google com uma passkey dispensa a etapa de Verificação em 2 etapas [9], e o NCSC trata uma passkey com verificação do usuário como multifator [5].

Glossário

Autenticação de dois fatores (2FA)
Login que exige uma segunda verificação depois da senha; também chamado de 2SV ou MFA [4].
TOTP
Senha única baseada em tempo: código gerado a partir de um segredo compartilhado e da hora atual, definido na RFC 6238 [7].
Troca de SIM
Fraude em que criminosos fazem uma operadora de celular transferir o número da vítima para um chip que eles controlam [6].
SS7
Signalling System 7, o protocolo de sinalização da rede telefônica cujas falhas podem expor códigos por SMS e voz [1].
Bombardeio de push
Inundar um usuário com pedidos de aprovação de login até que ele aceite um; também chamado de fadiga de push [1].
Correspondência de números
Recurso do 2FA por push que exige digitar no app um número exibido na tela de login antes de aprovar [1].
MFA resistente a phishing
Autenticação que não pode ser repassada por um site falso; na prática, FIDO/WebAuthn ou PKI [1].

Fontes

  1. Implementing Phishing-Resistant MFA (fact sheet) US Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA)
  2. Mobile Communications Best Practice Guidance, version 2.0 US Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) · 2025-11-24
  3. NIST SP 800-63B-4: Digital Identity Guidelines, Authentication and Authenticator Management US National Institute of Standards and Technology (NIST)
  4. Setting up 2-Step Verification (2SV) UK National Cyber Security Centre (NCSC) · 2018-08-07
  5. Passkeys are more secure than traditional ways to log in UK National Cyber Security Centre (Dave Chismon) · 2026-04-23
  6. Criminals Increasing SIM Swap Schemes to Steal Millions of Dollars from US Public (Alert I-020822-PSA) FBI Internet Crime Complaint Center (IC3) · 2022-02-08
  7. RFC 6238: TOTP: Time-Based One-Time Password Algorithm Internet Engineering Task Force (IETF)
  8. How effective is multifactor authentication at deterring cyberattacks? Microsoft (Meyer, Romero, Bertoli, Burt, Weinert, Lavista Ferres), arXiv · 2023-05-01
  9. Sign in with a passkey instead of a password Google Account Help
  10. Passkeys: passwordless authentication FIDO Alliance
  11. Pushing passkeys forward: Microsoft's latest updates for simpler, safer sign-ins Microsoft Security Blog · 2025-05-01
  12. NCSC: Leave passwords in the past - passkeys are the future UK National Cyber Security Centre (NCSC) · 2026-04-23
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